prática da conspiração

a única guerra que vale a pena
é aquela devidamente anunciada
daquela do tipo que o lutador é convidado, honradamente, a lutar
seja do jeito que for
pelos olhos
pelas palavras
ou simplesmente sabe luta
por saber…
uma guerra, embora guerra, de respeito
se não for assim não vale
não vale pq não serve pra nada

mas o diabo sempre vestiu Prada
e o que eu faço com a corda em meu pescoço ?

“não existe felicidade sem ação”

mas o que é agir ?

somente aquele capaz de “desfrutar” da sua insatisfação profunda, sua guerra interior, bem como sua fraqueza e agitação…pode se dar ao luxo de “desfrutar” paz interior sem culpa e descansar.
não se pode colocar num pedestal e cultuar nenhum dos lados da moeda – essa é a minha percepção depois de tanto tempo.
a menos que se acredite que os dois não são o mesmo.
aquele que entendeu o movimento do rio, percebe os obstáculos, bem como a calmaria, não se identifica no sentido de apego mas se deixa levar pq sabe ser inútil lutar com a correnteza. mas aquele que entendeu o movimento do rio, se deixa levar como um exímio caçador, que só é capaz de capturar a sua presa, pq passou dias a observar. e só é capaz de observar pq sabe o único jeito de capturar a presa: aprender a rotina dela !
portanto ação, pode ser qq coisa que esteja alerta, até mesmo se for o não-ato !

veja se me compreende:

estou deitada, neste momento, numa bela rede ao luar, olhando as estrelas esperando que mude o curso do rio, sem culpa, pq vai mudar !
e isso nada tem a ver com cair no sono e nem se acomodar.

agora, se eu puder enxergar uma saída (mesmo sabendo que o mundo não tem saída), um buraco-negro no meio do percurso e fugir por e através dele, bem…isso é uma outra história.

E antes que alguém me diga que o que a gente precisa é sempre de uma bela desculpa eu direi antes que concordo:
mas contanto que seja realmente bela !

Feliz Ano Novo !