naquele dia…

…Naquele dia o fogo era brando.
Mas o caldeirão fumegava a pleno.
Há quem diga que, naquele dia, olhando bem
Via-se um certo sorriso que oscilava entre melancolia e sensualidade.
A bruxa estava linda detrás de suas rugas…

naquele dia o fogo era melancólico
mas o caldeirão…
há !!! o caldeirão fumegava na maior sensualidade…
mas naquele dia
havia um sorriso
que oscilava brando
porém, pleno !
e a bruxa ?
sempre fora linda !
ela apenas usava uma máscara de rugas…
para não deixar tão explícito !

( por lulu e chelah – depois de horas e mais horas de conversas incessantes – em “maloca das letra)

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que pena…

DIZ QUE FUI POR AI
(zé keiti e hortêncio rocha)

por fernanda takai, no seu disco novo…que eu estou viciada !

Se alguém perguntar por mim
Diz que eu fui por ai
Levando o violão
Debaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É MAIS UM SAMBA QUE EU FAÇO
Se quiserem saber se eu volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim

Tenho um violão
Pra me acompanhar
Tenho muitos amigos
Eu sou popular
Tenho a madrugada
Como companheira
A saudade me dóe
No meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por ai
Sempre pensando nel[e]

“abri os olhos…

não consigo mais fechar
assisto em silêncio
até o que não quero enxergar”

NEM DESERTO
NEM MAR

o chão saiu do chão
o céu fugiu do céu
por algum tempo
sem-tempo
apena existira ela
delimitada pelas linhas do seu próprio corpo
nem deserto
nem mar
tudo
encerrado ali
apenas nela !
e naquele tempo
se tornara mundo
e tudo quanto pudesse existir

MORTE

o céu volta ao céu
o chão volta ao chão
as coisas se “arrumam”
se “encaixam”
mas a morte
aquela morte !
não era mais cabível de ressurreição
ela tivera certeza
duraria pra sempre !

…e descarreguei a alma

…o choro que estava entalado…
a irritação
o desânimo…

pq o maracatu é o som dos deuses…
=D

(por mestre ambrósio – em homenagem a noite linda de ontem no Baitaclã !)

VIDA

embora a vida,
não me trate com amor,
eu não me canso de viver
não me canso de querer
ser da vida vivedor !

mas, cada um
fia seu caminho…

Cada qual
saiba do mal,
todo alguém
caiba no bem !

Vem,
tem quem fugindo dela
ache ela bem má …

Sê quem siga
á vê-la bela
e com ela vá !

Agora a vida diz :
“me trate com valor,
que eu não me canso de viver,
não descanso de querer
ser a vida, vivedor ! “

Não tendo bem certeza se estava sóbrio, perguntou aos restos:

(neste caso restos etílicos que repousavam nos copos)

“Como conseguem ser plenos se são restos?”

A pergunta soou meio tola…

“Para que haja sobra, resto, é preciso ter sido inteiro.

é preciso ter-se deixado ser sido absorvido

sem regra…só exceção.”

“E o que ganho com isso?”

“Esse é problema. “ganhar”…

Mas tudo bem.

Ganha o direito de ser resto.

Talvez isso insinue alguma inteireza…em algum momento…”

(por mim mesmo Chelah Gonzá)

A Lulu me deu a chave…por um dia…será q é pq sou resto !?