(des) apego!

… depois de algum tempo
ela finalmente descobriu o grande segredo…

daquele menino misterioso!

ele só existia
para ela
quando eles
estavam juntos!!

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“…mas que nunca abalam algo que está além dessas idas e vindas”

– viva!!!!
pelo que vc passou…
acredito que muitos pensamentos mudaram.
uma experiência única! ruim, mas única!
um presente de margarida, justamente para aquela que narra a história, e que talvez por isso, se esquece dela!

– depois ela me olhou no fundo dos olhos, e eu vi o reflexo do que ela queria que eu lembrasse!
sorriu e foi embora!
e só assim eu percebi que a morte havia me soprado…
e o nosso amor foi finalmente selado!
e pela primeira vez!

“coisas muito drásticas precisam lhe acontecer para que vc permita que seu corpo aproveite tudo o que aprendeu. carlos precisou de um encontro definitivo com a morte para que ela lhe contasse o grande segredo: o deserto, a caixa…herméticamente fechada…
não há saída!
mas se há, ela está escondida em cada rasgo, em cada dança, em cada sorriso, em cada fiapo de luz que o sustentará…
aqui!
na vida!”

oficina x academia

oficina (do lat. officina) (…) figurativamente refere ao lugar onde se verificam grandes transformações; um local ou sessões de encontros entre profissionais e/ou estudantes para solução de problemas comuns.

o lugar

(centro cultural oswald de andrade)

as grandes transformações

o profissional


os estudantes

os problemas comuns

a solução

eis a grande diferença entre uma oficina, e o tradicional ensino acadêmico;
a presença constante, no caso da primeira,
e a ausência constante, no caso da segunda,
de projetos em grupo!
e a oficina está muito divertida!
e eu estou aprendendo muito por !

as fotos são minhas, exceto as duas que apereço que são: uma da carol e a outra da veruska!
e os filtros que fazem a foto parecer desenho, fui eu que coloquei também!
ele se chama “post edges” e está dentro da pasta “artistic” no photoshop!

O lado doce da guerra!

– começando pelo meio…

– tudo bem, o importante é começar!
onde cê tá? nômade indomável!

– tou aqui ainda!

– vai ficar?

– vai ser difícil!
ontem rolou um contato com uma revista bacana, mas não sei…

– ah! tudo é difícil…vc conhece algo que seja fácil?

– falar com vc é fácil!
bem bonito seu site…cada vez mais!

– vou colocar agorinha aquela sua foto com e frase do mundo!

– qual?

“o mundo não gira, é a gente que empurra! “


foto: renan rosa

– tou desanimadão aqui. a cidade me corrompe!

– é de desanimar qq um mesmo! e olha que gosto de sampa!

– tenho que viajar…
sair daqui…
respirar…

– também estou de saco cheio…às vezes penso em voltar pra santos. estou lutando muito, sem trégua. também preciso descansar…

– quero ir pro méxico! pela estrada…por dentro do brasil e pela américa central. tipo uns seis meses…

– vai mesmo…voa! faça tudo o que puder…talvez não valha a pena viver aqui mesmo!

– eu também acho meio foda, mas às vezes também fico meio apegado aos caras, a banda, ao sonho de ver meu trampo conhecido…

– sabe que tenho sentido minha força pra isso se esgotando…tipo video game, sabe? parece que não consigo mais me adaptar ao mundo!

– a violência é realmente um ponto que faz a gente pensar em sair daqui todos os dias…
tou de cara lulu, não sei nem o que falar…nunca me aconteceu nada…nem aqui nem em outros lugares…
normalmente a natureza que é perigosa pra mim . mas das pessoas nunca tive medo.
deves estar desapontada com o ser humano..

– não estou desapontada com o ser humano…eu entendo perfeitamente…eu sei o que eles passam…eu sei sobre a falta de oportunidade…dinheiro ou qq coisa que o valha! de qq maneira estamos todos no mesmo barco, o problema é com o mundo!

– pelo menos não se revolta, né? eu acho que sairia daqui correndo!

– não faz diferença, o mundo está adoentado! e o mundo é todo lugar!

– sei lá…odeio essas paradas! a vida aqui pode ser muito boa também…como a que vc tem…de criação e amizades…
poxa…eu é que não me firmei aqui ainda…então acabo achando que é ruim pra todos!
mas imagino que vc seja uma pessoa que jamais se desapontará com o ser humano…foi uma pergunta idiota!

– nenhuma pergunta é idiota…

– gostaria de te explicar algumas coisitas…

– ham

– caralho! não consigo!

– ah! consegue sim!
concentra…respira…e vai!

– não dá…eu não tenho palavras…é mais que isso!

– ah! então talvez eu já saiba!

– mesmo sem ter o que entender..
mas…

– hum…sempre tem um porém!

– é algo que acontece no estômago…

– ah sim! eu sei bem como é!

– e vai passando por várias entranhas estranhas, que me fazem até sentir bem!

– parece que tem algo lá dentro querendo sair…e a gente não sabe uma só maneira de tirar…não é isso?
se eu pudesse te olhar, talvez pudesse ver nos seus olhos!

– e quando penso em sair…voar como vc diz, parece que vai ficar um enorme espaço em branco!
e me sinto sem energia pra ser a mesma pessoa que vc conheceu!

– a gente é o que é!
não importa se estamos num dia bom ou ruim!
o que eu vi em vc não foi nada relacionado com a sua alegria aquele dia…foi muito mais profundo do que isso…se vc estivesse sentado num canto sem energia…ainda assim eu teria visto!
era vc! só isso!

– espero poder responder esse amor que tenho por vc a mim mesmo!

– vc não deve esperar nada! ser já é o bastante!
e isso vc já é!

– o que vc tá escutando ai?

– os passarinhos lá fora! aqui tem muito passarinho o dia todo! muito mesmo! e um sabiá que voa por ai e me visita de vez em quando! rsrsrsrs

– conhece “imogen heap”?

– não…pode mandar!

– já tá escutando a música? vamos escutar juntos?

– começou…

– arrepia né?

– demais!

– é o sentimento que tenho por vc!

– queria entender o que ela fala…

– vou te dizer que a letra tem a ver com o que aconteceu com vc no assalto…o sentimento de uma menina linda e doce vivendo no meio de uma grande barbárie!!
ela diz: “onde estamos…que diabos está acontecendo aqui?”

– estava lendo a conversa do início…está bonita! vc se importa que eu coloque no blog?

– qual? a nossa?
claro que não…podes decidir me matar que não me importo!!

– quando vc voa de novo?

– eu ainda não sei! mas logo! se tudo for como estou pensando…

– estava pensando que talvez, vc pudesse levar meu amigo sabiá dessa vez, e mandá-lo de volta de tempos em tempos pra ele me contar histórias de vcs…
promete que vamos nos ver antes disso?

– não vou nem saber o que fazer…

– se eu fechar os olhos ajuda? prometo não abrir de jeito nenhum…

– podes olhar…

– agora nós dois estamos de cabelo curtinho, nos conhecemos de cabelos cumpridos e há quase um ano atrás…

– que legal! vc cortou geral?

– ah…bem curto pra quem tinha o cabelo na cintura…

– hummm…valentina mesmo agora!

– vou sair…descansar que vou trabalhar de noite…

– fique com os anjos querida!
desculpe minha chatice momentânea!

– vc num tá chato!
e me mandou uma música linda!

– linda é vc!

– e vc também!

a guerra!

hoje o dia foi ótimo! (leia-se com ironia)

de manhã (acordei às 6 da matina), tive aula de legislação. ainda vá lá que fosse mesmo uma AULA de legislação. mas não, o professor pega uma parte qq do código cívil, do trabalho, ou do direito do consumidor, e fica a aula inteira ditando alguns trechos e ameaçando os alunos que não estão escrevendo sobre a possível nota baixa na prova. (e a gente com uma dificuldade enorme pra arrumar tempo de terminar o projeto)
pois é…
mas ainda assim, vim pra casa feliz, cheia de planos e pensamentos sobre uma conversa muito boa que tive com um amigo durante a aula de “ditado”…
feliz pq meu grupo gostou do logo que fiz pro nosso projeto.
feliz pq descobri um lugar onde rolam mtas oficinas de literatura com temas mto interessantes. e o que é melhor: gratuitas ( legal pq assim tenho a garantia de poder fazê-las).
eu estava feliz tbém pq de noite, ia fazer um “freela” numa produtora de video bem legal que um amigo trabalha há 10 anos e me colocou como assistente neste trampo em específico (e eu estou precisando de dinheiro como nunca!). de quebra, depois do expediente, ele ia me dar umas aulas edição!
cheguei na produtora e tivemos tempo para um lanchinho e um papo sobre as novidades, já que não nos víamos há algum tempinho…
ela chegou!
professora de literatura da usp, uma mulher super interessante que está tocando um projeto sobre telenovela brasileira, que será apresentado em um seminário no méxico, em outubro! eis o trabalho que eles iriam desenvolver…
meu amigo começou a digitalizar as imagens sob a direção dela, enquanto nós duas travávamos uma conversa sobre a história da telenovela (quase uma aula). a coisa começou a ficar tão interessante, que peguei meu caderninho de anotações (o novo, né? pq o velho foi-se com o assalto da semana retrasada).
a mulher tem um grupo de discussão sobre cinema – um assunto que tem me interassdo muito no último mês, por causa de uma oficina que estou fazendo (o próximo post será sobre ela) – e manja muito sobre o assunto.
de repente, eu me vi mega feliz por estar ali. lembro até de um pensamento que me ocorreu no meio da conversa…

“nossa! quanta gente legal eu tenho encontrado este ano. e que bom estar exatamente aqui e exatamente agora e exatamente fazendo esse trampo e conversando com essa mulher”

de repente batem na porta:

– podem se levantar e se diregirem para aquela sala, é um assalto!!!

“Puta que o pariu!”

dois homens armados e BEM tranquilos.
todo mundo deitado no chão.

absolutamente tudo o que não tem valor desaparece nessa hora…
e eu só conseguia pensar em duas coisas:
na minha mãe e na minha filha!!

caralho! eu já estava com medo…
não existe mais dia, nem hora e nem lugar pras coisas acontecerem. o mundo se tornou uma guerra pela sobrevivência!
houve um tempo que eu queria morar no mato.
plantar, colher, fazer fogueira, cantar, cuidar de um bando de filhos.
sem luxo, tecnologia, sofisticação e coisas que não importam.
deveria ter ido!
pq agora eu estou doente, junto com o mundo!!!!!!!

– quer beber?

– não obrigada, não bebo!

– quer fumar maconha então?

– não, obrigada!

(…)

– vc acha que eu deveria ir pra casa do carinha que estou ficando? ele acabou de me ligar me chamando pra ir lá…

– não sei, vc quer muito ir?

– quero!

– então demorou, vá!

– mas eu estou sem calcinha!

– ??????????????

acabei nessa festa. sem eira, nem beira (eu e a festa)
e sem a menor vontade de estar lá…
e eu devo ser muito careta mesmo, ou então o poeta T. S. Eliot estava certo…

“numa terra de fugitivos, aquele que anda na direção contrária, parece estar fugindo!”

nunca foi tão bom chegar em casa!!!!!

reticências

– ah, que gracinha!!! é bem a sua cara mesmo passar as tardes de sábado e domingo jogando xadrez com os velhinhos no centro cultural…

– pelo menos eles sabem o que estão fazendo lá…
e estão honestos nisso!

– …

não sei porque
mas aquelas palavras ficaram ressoando noite adentro em meio aos meus pensamentos
como se fossem minhas próprias…

dsc06304.jpg
foto: lulu

e eram!